Uma viagen pelo universo da imaginação

Redemoinhos de vento

Foto do google

Naquele trecho da estrada,
a poeira se levantava
com o vento em redemoinho
na tardezinha de sol.

O menino que ali passava
a olhar parou um instante
e fez de conta que o vento
fosse trazer-lhe o mal.

Tão logo os ciscos voaram
Tão logo também caíram
e o menino seguiu caminho
assobiando pro “Tal”.

O céu sem nenhuma mancha
e o menino com tantas manhas
com um graveto na mão
só queria riscar o sol.
Não queria ficar alheio
aos perigos do capeta
dos redemoinhos apressados
que a vida leva e traz.

Riscar o chão com o graveto
uma metáfora do seu desejo
de querer furar o mundo
o vento, a vida e a morte.

Queria achar sentido
nos redemoinhos da vida
ao deixar um sinal no caminho
nem que fosse um risco apenas.

E ainda que a poeira respirada
sumisse dentro de si
e fosse…

Ver o post original 64 mais palavras

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