Uma viagen pelo universo da imaginação

Laranjas roubadas

Foto do google

Estava sorrindo de raiva ao chegar ao ponto. Era um sorriso irônico, cínico e ofensivo. Quase tendo um treco puxava o portão saindo pela estrada afora esbaforindo. Abria a boca e fazia cair uma enxurrada de frases como babas de um cão: “Vão sumindo daqui, filhos da puta. Vocês vão ver, vão me pagar, seus pestinhas desgraçados, um galho só, um galho só, ah, se eu pego vocês. Somam daqui seus desgraçados”.

 Não éramos ladrões, caçadores de aventura sim eu diria. Crianças acostumadas a pular cercas, pelos buracos ou entre os cordões de arame farpado, ou por cima ou por baixo, um sacrifício da peste e tremendo de medo. Tudo com muito zelo pra poder apanhar as laranjas, “as laranjas!!!” Que lembrança doce. Como eram doces as laranjas roubadas. Mas, não eram nossas, eram do senhor do outro lado, um rabugento solteirão, mão de vaca, dizíamos.

 “Tá…

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