Uma viagen pelo universo da imaginação

Foucault – O Carcerário

Razão Inadequada

O carcerário nasce quando abandonamos a prática de punir pela prática de vigiar. Não precisamos mais do carrasco encapuzado pronto para torturar sua vítima em um evento espetacular, o carcerário está agora presente para impedir que isso aconteça. Tiramos o capuz e encontramos o pai de família, o capitão do exército, o chefe da oficina, o psicólogo, o diretor da escola, o bedel, o bispo da igreja, o policial, o juiz da corte. Por todos os lados é possível encontrar, encarnado, a personificação do carcerário. A carapuça serve e muito bem em todas estas figuras.

O carcerário é como que o responsável pela esteira rolante de uma fábrica. A roda não pode parar de girar, há pressa, promessas, demandas, pedidos, pendências. Todo cuidado é pouco. A inserção do cárcere na sociedade explica e justifica sua presença para o bom funcionamento e bom andamento do cotidiano. Enquanto se produz, se ensina…

Ver o post original 701 mais palavras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s