Uma viagen pelo universo da imaginação

Bio

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“De Ilusão a realidade, a vida seja ela mui bela e a história parte dela”.

 

Nascido no ano de 1994 na cidade de Tremembé interior de São Paulo e criado até os 11 anos em uma cidade próxima chamada São Luís do Paraitinga mais especificamente em uma vila por nome Catuçaba. De pele parda, descendente de português por parte de meu pai Geraldo Rodrigues de Jesus Silva, e de índio por parte de minha mãe Benedita Aparecida de Jesus Silva a qual ambos são casados e daí nasce com características bem controvérsias, a quem diga que tenho semelhanças com japonês, mas não tenho certeza enquanto a isso. Essa época em que vivi nessa vila foi, uma infância que é muito raro no século 21 uma criança viver pois essa época e nesse local pois era muito isolada da cidade grande, não se tinha tanta ligação com tecnologias, tinha uma aparência arcaica e a igrejinha no alto do morro e que todo domingo todos estavam lá para participar da missa.

Mas eu era criança e aos meus 9, 10 anos de idade não queria nada e se ia era apenas para participar, das guloseimas que se oferecia aos fiéis. Mas nunca foi católico nem mesmo minha família, mas era a única igreja que havia lá e para não perder o costume de frequentar eu ia com meus amigos minha mãe e meu pai não gostavam mas para eles era melhor do que fazer coisas erradas.

No ano de 2003 uma igreja evangélica chegou a vila dos idolatras, ao que causou uma série de afrontas, pois implantar uma nova religião em uma cultura já domina por outra é meio complica mas no final, tudo deu certo e hoje a igreja está intacta com muitos adeptos. Em 2004 minha mãe já era frequentadora dessa igreja meu pai havia literalmente deixado os caminhos do Senhor e se focado mais em seus afazeres, recebia vários convites para ir a essa igreja mas ao que aceitei foi somente para desfrutar do banquete que ofereciam, como sempre a fome era maior do que a vontade de adorar a Deus.

Ano de 2005 algo marcou minha vida e de toda minha família, pois foi quando meus pais se separam, motivado por muitas brigas e agressões por parte do meu pai e o descaso que tinha para com eu e meus irmãos, éramos em 3 o mais velho Genivaldo, Getúlio e Gilson mas nesse momento os de menores era eu e o meu irmão Gilson tínhamos 11 e 4 anos, junto com minha mãe decidimos ir para a cidade grande onde tínhamos uma casa, a cidade se chamava Ubatuba litoral de São Paulo. Ao Chegarmos em tal casa nos deparamos com, a falta de tudo desde a roupa do corpo até a cama para dormir e as panelas para cozinhar.

A casa estava um verdadeiro lixo mas unindo as forças minha mãe e nós demos um trato e ficou bem agradável para suprir a necessidade do momento. Mas confesso que dormir em cima de um trado de cama não é muito bom mas foi necessário por longos messes até que conseguimos um colchão e isso mudou muito a situação.

Nunca tivemos o costume de comemorar o natal, aliás é data que eu mais odeio junto com o ano novo, mas passávamos como um dia normal e assim vivíamos. Minha mãe não tinha emprego, meu irmão mais velho tinha acabado de arrumar um bico de trabalho e eu meu irmão éramos de menor e a não podíamos trabalhar por isso a única coisa que minha mãe encontrou para fazer era ser vendedora de verduras e legumes na rua para ganhar algum dinheiro e assim poder comprar comida para nós, meu pai depois que se separou de minha mãe nunca mais nos procurou nem mesmo para pagar pensão, minha mãe não o cobrava por ser traumatizada pelas tentativas de pedir algum dinheiro, então achou melhor deixa-lo.

Minha mãe me matriculou na escola por nome Sueli Aparecida Figueira dos Santos onde estudei por 4 anos e meio, confesso que o primeiro dia de aula foi horrível pois parecia que como um animal criado em cativeiro que nunca teve contado com natureza, assim era eu que olhava para as outras crianças tão bem vestidas  e aprumadas que me sentia um intruso no meio delas, pedi chorando para minha para que me levasse de volta para casa mas ela me deixou junto com o monitor da escola que me segurou pelo braço e me levou para a sala de aula.

Mas além de vendedora, minha mãe também era coletora de material reciclável a qual vendia para a as empresas que compravam, aos 12 anos decidi ajuda-la. E com um carrinho saia pela rua para coletar dos lixos dos outros o meu sustento e da minha família. E fiz isso por 1 ano, até completar meus 13 anos, onde consegui meu primeiro emprego, foi como vendedor de salgados, trabalhava junto com uma moça que era minha patroa seu nome era Dione, foi uma grande amiga e me ajudou muito tanto financeiramente como moralmente pois não precisei mais ser coletor de material reciclável. Nós trabalhávamos nos fundos do prédio da prefeitura municipal e lá comecei a minha trajetória em ganhar o meu próprio sustento.

Nessa época minha mãe começou a congregar em uma igreja perto da nossa casa se chama BETSAID SHALON, o Pastor se chamava Agenor dos Santos e ali ela permaneceu. Como disse anteriormente vivia numa vila e quando vim morar na cidade grande tudo parecia tão perfeito que queria andar por todas as ruas e entrar nos estabelecimentos comercias para poder ver como era, tudo era novo para mim. Conheci o “vídeo game” mas todos ficavam nos estabelecimentos e precisava-se pagar para jogar ao contrário ficaria como sonho de consumo então chegou uma época que me tornei viciado nisso e tive problemas até com minha mãe. Mas ainda aos 13 anos aceitei um convite da minha para ir na tal igreja e naquele dia aceitei a jesus e permaneci na igreja desde então. Aos 14 anos de idade desenvolvi o dom de pregar e por isso era muito convidado para cultos de crianças e jovens. Infelizmente a igreja fechou e tive que procurar outra, foi quando encontrei uma que foi a que marcou muito a minha vida, chamada COMUNIDADE EVANGÉLICA PENTECOSTAL, tendo como pastor Samuel, esse mesmo foi que me batizou no dia 13/09/2008. No mesmo ano consegui meu segundo emprego que foi por meio desse pastor que trabalhava num açougue por nome “Daniel carnes & cia”, comecei trabalhando como faxineiro e depois fui aprendendo a profissão e me tornei um açougueiro profissional, com o tempo mudou-se de administração mas permaneci trabalhando no mesmo lugar.

Nessa mesma época ainda estudava, anteriormente quando disse sobre o tempo que estudei na escola citei o tempo de 4 anos e meio. Esse meio ano foi o ano que larguei da escola e me dediquei ao trabalho no açougue isso ocorreu no ano de 2010 e o nome do açougue havia mudado para Camar Carnes, ano de capa do mundo na África e lá estava um jovem que acabava de cometer um erro, largou da escola para trabalhar. Trabalhei até o ano de 2011 e aos 16 anos de idade pedi demissão por não suportar mais a pressão do trabalho estava estressado foi quando recebi uma proposta de emprego da empresa em frente ao antigo por nome Copagaz ou melhor dizendo uma empresa que vende gaz de cozinha. Fiquei por 6 messes e logo me demitiram e retornei para o açougue o mesmo. Trabalhei até 2013 agora um pouco mais paciente.

Nesse período de 2012 para 2013 havia passado muitas coisas, algumas delas era de que a igreja em que eu estava também havia fechado (problemas administrativos) e eu estava agora numa nova denominação por nome: IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTÉRIO DE TAUBATÉ, tendo por pastor Neemias Araújo no qual foi um uma peça fundamental na minha vida. Sempre confiou muito em mim aos 17 anos me pôs como tesoureiro do campo e em sua ausência eu ficava responsável em cuidar da igreja sede e das congregações.

Nesse tempo ele havia me feito uma proposta, me disse que deveria me preparar melhor para fazer a Obra de Deus e que para isso me enviaria para o seminário. Essa ideia ficou em minha mente por um bom tempo, mas como ir para o seminário sem dinheiro e sem ter terminado a escola? E agora?

Esse pastor me incentivou e me disse termine o ensino médio pois eu prometo te dar essa faculdade. E ali começou uma trajetória que durou 6 messes, pois eu resumi meus estudos a esse tempo, de Ubatuba viajava 2 vezes na semana para a uma cidade ao lado chamada Taubaté e lá cursei o supletivo na escola por nome de MONSENHOR CÍCERO DE ALVARENGA (CEEJA); mas como ia para essa cidade sem dinheiro? Não sei, o que sei é que no dia eu tinha e assim foi por longos 6 meses, e ao termino em meado de 2012 me ingressei no seminário por nome INSTITUTO BIBLICO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS-IBAD; mas infelizmente não pude entrar no mesmo ano devido não ter mais vaga.

Ano de 2013 fui dispensado do trabalho e no dia 2 de fevereiro recebo em minha casa uma carta dizendo: “A paz; Irmão Getúlio venho por meio desta dizer que você foi aceito em nossa instituição, siga as instruções do manual do aluno para o comparecimento e o cumprimento das normas…….”, aquele dia foi o mais feliz de minha vida, contei a notícia para o meu pastor e ele me disse para que eu viesse a me preparar e foi isso que fiz. Do dia em que recebi a carta até o dia da viagem Deus foi providenciando tudo, que precisava; malas, roupas, produtos de higiene pessoal, e dinheiro, o que sempre me faltou. Deus mostrou sua graça para comigo quando usou uma irmã, para me abençoar. Ela me levou a uma loja e me comprou as melhores roupas com os preços que só de olhar ficava nervoso, mas ela me ajudou seu nome era a irmã Edna.

A data era 19 de fevereiro, dia para ir se apresentar na instituição. Na casa de meu pastor eu acertava as contas, fechava o caixa para ser liberado das responsabilidades administrativas que tinha na igreja, sua esposa irmã Marluce preparava um almoço, e conversávamos sobre a igreja e outras particularidades administrativas, mas notava em seu semblante o orgulho que estava tendo de mim, confesso esse pastor, sempre me apoiou ele era mais que um pastor era também meu amigo, que para todas as horas poderia contar e naquele momento eu o deixava mas para algo melhor segundo ele dizia mim.

O dia ainda não havia terminado eu estava a caminho do seminário ao lado de meu pastor, quando estava subindo a serra e olhava para minha cidade ficando para trás meu coração apertou, digo isso porque da minha família eu sou o primeiro filho que saiu de casa, e também o primeiro a fazer um curso superior. Ficava cada vez mais longe a cidade que durante 8 anos havia me abrigado e me consolado e outra se aproximava.

Pindamonhangaba cidade de 103.395 mil habitantes agora abrigaria mais um jovem, que em uma vida sem sonhos e objetivos tenta uma oportunidade nessa cidade, as casas e ruas onde passava em direção ao seminário era tão diferente e para mim, que nunca havia saído da minha cidade agora me deparando com uma nova realidade a de crescer, e como nas palavras de Paulo em 1 Coríntios 13 v 11 “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” e lá estava eu em frente ao seminário ao IBAD, uma vida difícil mas aos 18 anos de idade estava no melhor seminário da América Latina. O pastor se despediu de mim e com os olhos lagrimejando disse as seguintes palavras: “até lá meu Obreiro” se virou em entrou em seu carro e voltou, para sua casa, me virei para o campus e admirava o lugar era lindo. Tudo era tão belo as flores os bancos a capela mas caminhava para o dormitório, agora teria que me cuidar, lavar minha própria roupa, passar e etc.

O primeiro dia foi horrível pois sozinho sem saber que era quem, estava longe de tudo e de todos mas a única coisa que me confortava naquele momento era, o calor do Espirito Santo que cuidava de mim ali. Uma semana depois as aulas já haviam começado e eu estava chocado com tudo o que havia visto e ouvido pois é como se tudo o que você tivesse aprendido em toda a sua vida não tivesse valido de nada e eu estava a desconstruir tudo; 1 ano se passou e eu me tornei um crítico, mas daquele que nas palavras dos IBADIANOS é um “pirru”, ou sem forma e vazio mas preparado para ser cheio.

O ano é 2014 e estava muito desesperado pois devia a instituição e se não quitasse não poderia voltar, meu pastor havia se endividado e não poderia mais me ajudar, sedo assim não consegui voltar para o seminário e fiquei um semestre fora. Voltei a para minha cidade e comecei a trabalhar como açougueiro novamente, e lá lembrava que um dia eu tinha saído daquela vida para estar estudando, foi quando uma voz falou comigo e me disse: “Te levei lá e você esqueceu de mim, não se mostrou mais grato a mim, então sou eu que dou e que tiro também”, foi o necessário para que caísse em planto e pedisse perdão a Deus e percebesse que não adiantava ter tanto conhecimento seu estava esquecendo do Dono dele.

Ano de Copa do mundo no Brasil, o maior vexame que o time brasileiro já passou lá estava eu no mesmo lugar, de onde tinha saído a 1 ano atrás. Uma ligação mudou toda a história da minha vida era meu pastor não havia entendido pois nessa época ele não estava mais na direção da igreja ele havia se mudado para a cidade de Santos baixada. A voz dele de tonalidade calma e objetiva: “se apronte quero que volte para o seminário”, fiquei pasmo, mas disse: “está bem”. Pelo tempo longe e também como estava trabalhando usei o dinheiro guardado para pagar o atrasado e volto para Pindamonhangaba mas infelizmente o seminário já não estava funcionando, isso no modo internato mas apenas externo mais eu agora não poderia continuar a estudar, pois mesmo quitando a divida o prazo de matrícula tinha passado para o 2º semestre de 2014. E onde morar? O que fazer?

A data era 27 de Julho de 2014 eu havia acabado de chegar em Pindamonhangaba, e ia em direção ao seminário mas como disse não teria como estudar no seminário não me aceitavam mais, foi quando ao estacionar em frente encontrei tudo escuro, fechado; confesso fiquei muito triste. Aquela noite era só o começo pois não sabia onde passar a noite foi quando ao olhar a minha direita vejo de longe dois amigos de internato por nomes Romulo Dean e Alex Costa, que conversavam calmamente, ali pude ter como esperança “terei um teto para passar a noite hoje”. Ao encontra-los depois de quase 7 meses, fiquei muito emocionado acabamos por conversar por horas isso, logicamente em uma casa atrás do seminário, é uma casa bem confortável.

Decepção era o nome que eu dava para todas as coisas que havia acontecido desde que tinha saído de férias no ano de 2013 para 2014. Naquele instante diante dos meus amigos a qual reencontrei depois de tanto tempo, Romulo, Alex, Neto, Paulo Henrique, Matheus e Daniel Buanaheri, esse que por sua vez é um estrangeiro e é de nacionalidade africana todos me viam diferente, pois o porquê voltei? Oque havia acontecido? Porque? Eram as perguntas mais frequentes.

A tristeza me assolava a cada dia, pois queria me formar no seminário e voltar para a minha igreja e continuar a obra de Deus. Dias e meses se passaram e meus amigos sempre me incentivando “faça qualquer outro curso…Não pare… nós estamos com você…vamos recomeçar…”.

Ouvi os conselhos e joguei a frustração de lado pois aliás não era só eu que tinha passado por aquilo era uma turma de quase 40 pessoas e todos tiveram o mesmo sentimento, o de derrota. Mas recomecei, de primeira me matriculei em um curso de Inglês no que atualmente curso e me preparo para fazer outra faculdade de Teologia mesmo, tentarei convalidar o meu antigo documento pelo seminário católico Dohiana e futuramente uma pós graduação e um mestrado e doutorado.

Sonho desse mestrado e Doutorado é de faze-los na Alemanha na cidade de TÜBIGEN e na escola por nome de UNIVERSIDAD DE TÜBIGEN, lá seria para mim uma conquista, tanto no sentido intelectual como moral. Mas como diz o filósofo contemporâneo Friedrich Nietzsche: “Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos”.

3 Respostas

  1. Tremembé, bem aventurada és tu dentre várias cidades por dares ao mundo esse homem que ouvimos e tanto ouviremos falar. Que Deus prospere os teus caminho”, e lembre-se “Abra a janela, mas não se espante ao perceber que algumas certezas não passavam de meras ilusões!”. Acho que essa é a trajetória de todo ser pensante que deseja caminhar por novas vias.[http://danielbuanaher.wordpress.com]

    Curtido por 1 pessoa

    9 de novembro de 2014 às 04:12

  2. Que aconchegante o teu blog, 😀

    Curtido por 1 pessoa

    13 de maio de 2015 às 06:56

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